segunda-feira, 14 de abril de 2008

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quarta-feira, 9 de abril de 2008

Sintergia: 76 anos de luta!

1932, o ano que não acabou

Para o Sintergia, 1932 foi um ano que não terminou. Pelo contrário, foi o início de uma história que já dura 76 anos. Em 6 de abril daquele ano, um grupo de trabalhadores tomou a iniciativa de criar o Syndicato dos Empregados da The Rio de Janeiro Trailways Light & Power, atual Sintergia. Neste mesmo ano Lamartine Babo gravava “Linda Morena”, enquanto Gustavo Barroso assumia a presidência da Academia Brasileira de Letras. E tem mais: Getúlio Vargas publica o novo código eleitoral, que previa o voto secreto e o direito de voto para mulheres e foi criado o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que foi instalado em 20 de maio. A nota triste daquele ano foi a morte de Alberto Santos Dumont. Embora os livros de História dêem mais destaque para a eclosão da Revolução de 1932, quando uma greve mobiliza 200 mil trabalhadores em São Paulo. Preocupados, empresários e latifundiários se unem contra Vargas. Ao longo do tempo, o Sintergia honrou sua tradição e participou ativamente de episódios marcantes da história brasileira, como a luta pelas diretas, a movimentação contra a instalação da ALCA e, atualmente, participa da Conferência Nacional das Cidades. Mas o principal papel do Sintergia continua sendo o de defensor dos direitos de trabalhadores de 20 empresas do setor de energia e a manutenção do espírito que faz da esperança o combustível para lutar por um mundo em que a relação capital-trabalho seja norteada pelo sentimento da justiça social.

terça-feira, 8 de abril de 2008

Sindicato entrega pauta à Light

A direção do Sintergia entregou a pauta de reivindicações dos trabalhadores da Light nesta segunda-feira (7 de abril de 2008) dando início formal à Campanha Salarial 2008/2009. A expectativa, agora, é em relação ao início das negociações do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT). Para ver a pauta de reivindicações na íntegra, acesse o site www.sintergia-rj.org.br.

ONS cancela reunião por medo da dengue

E o aedes egypt (quem diria?) acabou sendo o causador do adiamento da reunião marcada para os dias 8 e 9 de abril. Na última sexta-feira (4 de abril) a direção da ONS, anunciou o cancelamento dizendo-se preocupada com a saúde dos sindicalistas, que teriam de se deslocar para o Rio de Janeiro, principalmente o representante da FNE (engenheiros de Florianópolis).
Esta decisão desagradou aos sindicados que compõem a Intersindical. Os sindicalistas garantem que estão dispostos a correr quaisquer riscos, mas que não concordam com mais adiamentos.
A nova reunião deverá acontecer nos dias 15 e 16 de abril (terça e quarta-feiras da próxima semana) no CMOS – Brasília.

quinta-feira, 27 de março de 2008

Entidades sindicais têm encontro com Colasuono

Representantes sindicais tiveram reunião com o novo diretor administrativo da Eletrobrás, Miguel Colasuono, cobrando deste um posicionamento em relação a uma série de reivindicações dos trabalhadores, das quais listamos as principais:

a) A criação de um Plano de Cargos e Salários (PCS) que atenda às expectativas dos trabalhadores no que se refere à perspectiva profissional e salarial. Os sindicalistas lembraram a Colasuono que a empresa nunca teve de fato um Plano de Cargos, mas, sim, um instrumento de avaliação de desempenho cujo resultado frustrou os trabalhadores nas suas três aplicações;

b) A prorrogação do Programa de Incentivo à Demissão Voluntária;

c) Posição com relação a criação de incentivo à migração para o Plano CD;

d) Pagamento da Participação nos Lucros e Resultados (PLR), tendo em vista o anúncio pela Eletrobrás de um lucro de R$ 1 bilhão e 500 milhões. Segundo o diretor administrativo, apesar do lucro, o pagamento da PLR está condicionado ao montante de dividendos a ser distribuído aos acionistas, que será definido pelo Conselho de Administração, que deverá se reunir no mês de abril. Somente após essa decisão a empresa terá uma posição sobre a PLR.


Colasuono reafirmou seu compromisso de transformar a Eletrobrás em uma nova empresa e confidenciou aos sindicalistas que essa missão foi repassada pelo Governo Federal à nova gestão. Já em relação às reivindicações, ele pediu um tempo para tomar conhecimento das questões e prometeu dar uma posição aos sindicatos em breve.

A direção do Sintergia destaca a disposição ao diálogo demonstrada até aqui pela nova diretoria de administração e espera que através da negociação as representações sindicais e da Eletrobrás consigam resolver todas as pendências que impedem que os trabalhadores tenham atendidas as suas expectativas.

PLR da Light sai no dia 3 de abril

A direção do Sintergia conseguiu da empresa a antecipação do pagamento da PLR para o próximo dia 3. Nada mais justo como reconhecimento à demonstração de capacidade, empenho e dedicação de trabalhadoras e trabalhadores que deram à Light o melhor resultado dos últimos anos, enfrentando as imprevisíveis mudanças do tempo e fatores que muitas das vezes independem de atuação técnico-operacional.
Uma vez conquistada, vamos ao cálculo da PLR.

Regras para calcular sua PLR

O acordo da PLR tem a seguinte definição para a distribuição.
1°) Se o valor do EBTIDA for menor ou igual a R$ 800 milhões, a distribuição será na proporção de 50% na parcela fixa e 50% na parcela variável.
2°) Se o valor for superior a R$ 800 milhões, a distribuição será na proporção de 30% na parcela fixa e 70% na parcela variável.
Como o valor a ser distribuído é de 2% do EBTIDA e o valor do EBTIDA de 2007 foi de R$ 1 bilhão e 100 milhões, será distribuído um total de R$ 22 milhões.

Então vamos aos cálculos!

Parcela Fixa – É o valor a ser distribuído dividido pelo número de funcionários
30% de R$ 22 milhões = R$ 6 milhões e 600 mil que deve ser dividido pelo número total de funcionários. (Número de funcionários + ou – 4.000).
Ou seja, então dividimos R$ 6 milhões e 600 mil por 4.000 = R$ 1.650,00.

Parcela Variável – Será a soma dos percentuais das metas globais e das metas setoriais.
70% de R$ 22 milhões = R$ 15 milhões e.400 mil.
Percentual conquistado nas metas globais = 38,9%

Percentual conquistado nas metas setoriais = se alcançado plenamente será de 50%. Se ultrapassar as metas estabelecidas, poderá variar de 51% a 55%. Neste caso será necessário buscar informação junto à sua gerência sobre o resultado de suas metas setoriais.
Se o total de suas metas for de 50%, some a mesma com os 38,9% da parcela global, o que dará um total de 93,9%.
Considerando que a folha salarial da Light para efeito de PLR é o total dos salários básicos de todos os funcionários (9 milhões e 500 mil), significa que R$ 15 milhões e 400 mil representa 1,6 da folha.
Se a folha da Light representa a soma dos salários básicos de todos os funcionários, significa que cada um terá na parcela variável 1,6 do seu salário básico. Sendo assim o cálculo final da parcela variável será de 93,9% de 1,6 do salário básico.
Exemplo: funcionário que tem o salário básico de R$ 1.000,00.
1.6 do seu salário será R$ 1.600,00. Portanto seu cálculo será 93,9% de R$ 1.600,00 = R$ 1.502,40.
Neste caso, a PLR deste funcionário será de 1.650,00 fixo + 1.502,40 variável, totalizando R$ 3.152,40

Atenção!
Do total apurado no cálculo deverá ser deduzido o valor da parcela que foi antecipada em outubro de 2007.
Lembramos também que ainda haverá a dedução do imposto de renda.
Para os funcionários que foram desligados no decorrer de 2007, o pagamento da PLR será no mesmo dia 3, proporcional ao período trabalhado.

terça-feira, 18 de março de 2008

CNE entrega a pauta e reivindica fim da CCE-09

A reunião do Coletivo Nacional dos Eletricitários (CNE) realizada na última terça-feira (18-03-2008) teve dois objetivos. Pela manhã, o CNE analisou todas as sugestões resultantes das assembléias realizadas em todo o Brasil, sistematizando-as e, finalmente, fazendo as inclusões e/ou modificações.
À tarde, já com a pauta de reivindicações definida, entregou a mesma ao diretor-administrativo da Eletrobrás, Miguel Colassuono, que estava acompanhado do diretor de projetos especiais e desenvolvimento tecnológico e industrial, Ubirajara Rocha Meira, além dos assessores da DA.
Nesta reunião, o CNE enfatizou a necessidade de manutenção de todos os benefícios vigentes e também da política de concessão de reajustes salariais com reposição integral da inflação do período, mais ganho real, que numa primeira análise permite a manutenção do poder de compra dos trabalhadores.
Outro ponto importante focado na reunião foi a construção da grande Eletrobrás, que recebe o aval dos trabalhadores, mas que deu oportunidade para que o CNE fizesse a observação sobre a necessidade de que sejam removidos entulhos de outras administrações como por exemplo a CCE-09 e CCE-10 — que engessam a gestão de recursos humanos da empresa — ocasionando muitas das vezes a perda de mão de obra especializada para o mercado.
A próxima reunião de negociação ficou de ser agendada para o dia 9 ou 10 de abril, no Rio de Janeiro.
A preocupação do CNE pela manutenção da política adotada nas últimas negociações tem como base o noticiário da grande imprensa, que vez por outra insinua que o fim da CPMF pode influir na política de pessoal do Governo.
Por outro lado, a importância cabal do Setor Elétrico para a concretização do Plano de Aceleração do Crescimento (PAC) aponta para a valorização do pessoal, com a conseqüente gratificação por desempenho e a preocupação das empresas pela manutenção de técnicos altamente especializados.
Nesse cenário, é fundamental que haja por parte do Governo a compreensão que o fim da CCE-09 representaria o fim de um verdadeiro apartheid criado no setor a partir de 1996, quando o contingente de trabalhadores contratados a partir desta data passou a vivenciar uma situação de discriminação que mina o relacionamento entre trabalhadores e com suas chefias imediatas, influindo diretamente no fator produtividade.
Nesse sentido, a primeira rodada de negociação é aguardada com expectativa pela categoria.

Quem sou eu

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Jornalista e escritor, com passagens por jornais como Última Hora, Jornal do Commercio, O Dia e O Globo, atualmente sou Assessor de Comunicação do Sintergia (Sindicato que representa os trabalhadores do Setor Elétrico do Rio de Janeiro).